quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Homeopatia e Febre amarela
Artigo da farmacêutica Amarylis Cesar

A febre amarela é uma infecção viral grave, transmitida por mosquitos em regiões tropicais. Tem tanto um ciclo urbano e um ciclo da selva que se baseia em macacos como porta-Aviões ('ciclo selvática'). Em casos leves de febre amarela os sintomas são semelhantes à gripe, mas casos graves desenvolvem uma temperatura elevada e podem ter uma série de efeitos após os efeitos , como hemorragia interna, insuficiência renal e meningite. Uma característica clássica da febre amarela é a hepatite, que é a razão para a coloração amarela da pele (icterícia) e o nome da doença.
Na doença de febre amarela total, existe: febre alta, sintomas generalizados como dor de cabeça violenta, dor muscular, estômago perturbado e perda de fluido.
A febre morre após três a quatro dias e a condição geral melhora. No entanto, em cerca de 15 % dos casos, a febre regressa dentro de 24 horas e se desenvolve uma situação perigosa.
Tratamento da homeopatia para febre amarela
Os seguintes remédios da homeopatia abrangem vários sintomas de febre amarela e podem ser úteis quando os sintomas coincidem.
Acónito. (acon)
Quase todas as autoridades elogiam este remédio na fase inicial da febre amarela onde há febre alta, chilliness e pele seca, o pulso envolvente e os acompanhamentos mentais característicos que estão muito provavelmente presentes nesta doença. Vai acalmar rapidamente a tempestade febril nestas condições.
O que é isso?
É um remédio para o início quando o paciente é apático e chato, e belladonna ou bryonia também podem entrar durante a primeira fase. Muitas vezes, também, camphora com a sua frieza e tendência para o colapso pode ser o remédio. Os vómitos da primeira fase são frequentemente controlados por ipecacuanha.
#Arsénico. O que é isso?
Este remédio vem mais frequentemente na segunda e terceira fases, e é um dos remédios mais importantes da doença. O paciente tem continuado náuseas e vómitos, e a matéria vomitou consiste de bílis ou mucosities cheia de estrias pretas ou sanguinolent; a face é amarela e o pulso é pequeno, fraco e trêmula. Há muito ardor na região de praecordial e intensa sede ardente, mas, claro, para pequenas quantidades de água apenas. Nenhum remédio melhor para estes sintomas é encontrado do que arsénico. É sempre suficiente para curar.
#Lachesis. (Lach)
Este remédio deu resultados muito satisfatórios na febre amarela, especialmente quando o vómito está presente, sensibilidade abdominal, língua castanha, delírio, discurso lento, náuseas, descargas ofensivas e urina negra. Corresponde ao envenenamento por nervos e combina casos de má aparência.
#Sulphuric acid [Sul-ac]
É um remédio útil para hemorragias de sangue negro, suor profusa com exaustão, fezes odor e secreção diminuída de urina.
#Argentum nitricum [Arg-n]
É também um dos melhores remédios da doença. Cobre os vómitos, especialmente quando o paciente afunda e os vómitos se tornam piores.
[Fósforo]
Fósforo com as suas hemorragias; icterícia e outros sintomas são uma comparação estreita com certas formas; foi usada com sucesso numa epidemia ocorrida no Rio de Janeiro.
#Cascavel. O que é isso?
Este remédio produz uma imagem perfeita de febre amarela, e corresponde ao palco de vômito preto e envenenamento por sangue - há um baixo delírio, pele amarela e sangramento de sangue de cada orifício do corpo, até mesmo suor sangrento está por vezes presente. A pele amarela produzida por este remédio é característica, e denota envenenamento por sangue em vez de icterícia. O sulfato de cádmio também tem os sintomas de vómito preto e o seu estudo na doença é sugerido.
#Carbo vegetabilis. [Hidratos de carbono]
Este remédio foi considerado como uma prevenção da febre amarela. A Hering diz que este remédio mais do que qualquer outra droga corresponde na totalidade da sua acção à febre amarela. Convém à terceira fase em que o colapso, o frio, a descarga extremamente odor e o grande esgotamento das forças vitais estão presentes.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Babosa no tratamento das queimaduras leves

 Como utilizar a Babosa no tratamento de queimaduras leves 

Ingredientes:
• 2 folhas de Aloe Vera (babosa)

Modo de preparo
Corte 2 folhas de Aloe Vera ao meio e, com a ajuda de uma colher, extraia todo o gel de dentro da folha para um recipiente. Umedeça uma toalha limpa com o gel e passe nas queimaduras 3 vezes ao dia.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Homeopatia no tratamento da dengue

Homeopatia no tratamento da dengue

Remédio criado por médico brasileiro promete atenuar quadro da doença e já é utilizado em diversas cidades do país

A dengue voltou com força. Só no primeiro trimestre deste ano, mais de 460 mil casos da doença foram registrados no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. O aumento é de 240% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registrados 135,3 mil casos da doença. Houve também aumento no número de mortes, que passou de 102 para 132. Há quem diga, porém, que o óbito decorrente da dengue seja “imoral”. É a opinião do médico homeopata e professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto, Renan Marino, criador da fórmula do único medicamento para dengue aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Há quase uma década, diferentes estados brasileiros desenvolvem experiências bem-sucedidas na prevenção e tratamento da dengue com o remédio desenvolvido por Marino. “Não se trata de uma vacina, mas um medicamento homeopático que tem a função de atenuar o quadro da doença”, esclarece o médico, que apresentou a fórmula pela primeira vez em um trabalho de mestrado em 2003.
O medicamento é composto de três componentes: eupatório (Eupatorium perfolatium), planta medicinal com ação analgésica que age nas dores no corpo típicas da dengue; fósforo, mineral que protege as funções hepáticas normalmente comprometidas pelo vírus, além de reduzir náuseas e vômitos; e um preparado do veneno de uma espécie de cascavel (Crotalus horridus), que tem forte ação anti-hemorrágica.
A patente do remédio foi cedida por Marino a um laboratório farmacêutico, que o comercializa com o nome de Proden. Marino conta que esta é a primeira e única medicação já aprovada pela Anvisa para o tratamento da dengue. “Tivemos a aprovação em 2008 depois de a fórmula ter sido testada no Laboratório de Pesquisa de Fármacos da Universidade Federal do Amapá, demonstrando que os ratos submetidos ao complexo homeopático apresentaram uma elevação do número de plaquetas de 200.000/ml para 600.000/ml”, explica.
A fórmula também pode ser manipulada em farmácias homeopáticas e tem dosagens diferentes para prevenção e tratamento da dengue. Segundo Marino, para prevenção, devem ser tomadas cinco gotas do remédio, uma vez por semana, durante o período que durar a epidemia. No caso do tratamento, a orientação é que sejam tomadas cinco gotas, quatro vezes ao dia, por 10 dias consecutivos.
Vidros contendo medicamentos homeopáticos
Na homeopatia, substâncias potencializadas e diluídas em água produzem efeito contrário ao dos remédios alopáticos

O tratamento no Brasil

“Milhares de pessoas tomam esse medicamento semanalmente durante todo o período de epidemia há muitos anos. Em 2006, com a criação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), pelo Ministério da Saúde, me senti a vontade pra usar o medicamento no município inteiro de Rio Preto, em São Paulo, com o apoio do secretário de saúde”, relata Marino. Hoje o tratamento não faz mais parte do programa oficial da secretaria do município porque as gestões seguintes alegaram que a terapia preventiva poderia confundir a população e que as pessoas deixariam de prestar atenção aos criadouros do mosquito.
Desde então, outras experiências foram realizadas no país com o medicamento. A cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, foi palco da mais significativa ação registrada com a fórmula no país, com a distribuição gratuita de 156 mil doses preventivas do remédio para a população, entre abril e maio de 2007. A incidência da doença no primeiro trimestre de 2008 caiu 93% em comparação com o período correspondente no ano anterior, enquanto no resto do Estado do Rio de Janeiro houve um aumento de 128% dos casos.
Em 2013, em meio a pior epidemia de dengue da história do Estado de Goiás, 25 municípios apostaram no medicamento homeopático para prevenção da doença. Neles, foi registrada uma queda de até 65% nos registros de novas infecções em comparação ao ano anterior. Os resultados da ação, liderada pela Secretaria Estadual de Saúde, levaram outros 75 municípios a aderir à campanha no ano passado.

A polêmica do paracetamol

O tradicional analgésico paracetamol foi a única droga recomendada pelo Ministério da Saúde para tratamento dos sintomas da dengue até 2001, quando, em razão do aumento de graves lesões hepáticas em casos de dengue tratados com o fármaco, decidiu-se por acrescentar também a dipirona como opção.
Para Renan Marino, causa estranheza a indicação hegemônica por tantos anos do paracetamol na dengue mesmo com a ausência de estudos que mostrem a viabilidade e a segurança dessa orientação. “Hoje sabemos que o principal órgão afetado na dengue é o fígado. Logo, é um total contrassenso usar o paracetamol, medicação altamente tóxica para o fígado em casos como estes”, alerta o homeopata.
O médico tem uma opinião contundente a respeito da mortalidade na dengue. Para ele, não procede a teoria segundo a qual os casos graves e hemorrágicos ocorreriam em indivíduos com histórico anterior de dengue por um dos quatro sorotipos conhecidos. “O que faz a diferença na dengue é tão somente tomar ou não tomar paracetamol. Nada mais. Como orientação geral, sugere-se o consumo de grandes quantidades de líquidos para garantir a hidratação, repouso, alimentação leve e tomar apenas dipirona para ajudar no controle da febre e dores”, recomenda.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Symphitum a "cola" da homeopatia




Symphitum na homeopatia é considerado a 'cola" das fraturas ósseas, porque acelera a cura . É também considerado um anti-inflamatório. 
Symphytum Officinale possui afinidade por ossos e tendões. É também conhecido como Comfrey
Principais indicações clínicas do Symphytum
Tratamento de traumas e fraturas de ossos  e  periosteo. É prescrito junto com  Calcarea phosphorica no tratamento de fratura óssea para acelerar a consolidação. Deve ser tomado durante a imobilização. É muito efetivo para tratar a dor durante ou após fratura do osso ou periósteo. É recomendado na periostite de atletas e tendinites do tendão de Achiles. É também prescrito para traumatismos do olho causados por um soco, uma bola de tenis etc... Pode ser usado em combinação com Arnica Montana. Eles são complementares em sua indicação clínica.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CHICUNGUNYA

O período de incubação do vírus é de quatro a sete dias, e a doença, na maioria dos casos, é autolimitada. Crianças menores de um ano e pessoas com outras doenças associadas apresentam maior risco de complicações.
SINTOMAS
Febre (em geral acima de 39 oC e de início repentino)

Dores intensas nas articulações(principalmente nas mãos, nos pés, tornozelos e punhos);

Dores de cabeça;

Dores musculares;

Manchas vermelhas na pele.

É interessante ressaltar que, diferentemente da dengue, doença viral transmitida pelos mesmos mosquitos vetores, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre seis meses e um ano

Pulsatilla Nigricans

Nosódios de plantas

Ergotinum (Derivativo) * Nectrianinum * Secale Cornutum * Ustilago maidis



 Nosodios de Animais:

Ambra Grisea * Anthracinum * Aviaire * Bacillinum *Bacillinum Testium * Diphtherinum * Hippozæninum * Hydrophobinum * Malandrinum * Medorrhinum * Melitagrinum * Pestinum * Psorinum * Septicæminum * Syphilinum * Tuberculinum * Vaccininum * Variolinum



Sarcodes (24)

Adrenalinum * Aranearum Tela * Calcarea Carbonica Ostrearum * Calcarea Ovi Testæ * Carbo Animalis * Castor Equi * Cervus * Colostrum * Conchiolinum * Fel Tauri * Gadus Morrhua * Helix Tosta * Hippomanes * Lac Caninum * Lac Felinum * Lac Vaccinum * Oleum Jecoris Aselli * Oophorinum * Orchitinum * Ovi Gallinæ Pellicula * Pulmo Vulpis * Sphingurus * Thyroidinum * Urinum



Derived Sarcodes (12)

Cholesterinum * Lac Vaccinum Coagulatum * Lac Vaccinum Defloratum * Lacticum Acidum * Lactis Vaccini Flos * Pancreatinum * Pepsinum * Pyrogenium * Saccharum Lactis * Thyroiodinum * Urea * Uricum Acidum

http://homeoint.org/seror/index.htm#histoire

ANAMNESE Filosofia

 Processo que, segundo Platão, nos leva a recordar o que já tínhamos aprendido num estado de existência anterior e que estava como que adormecido na nossa alma. No seu diálogo Ménon, um jovem sem qualquer tipo de instrução consegue mostrar conhecimento de noções geométricas, respondendo apenas às perguntas que lhe são feitas por Sócrates. Platão pretende mostrar com isso que o conhecimento não se adquire neste mundo, mas se alcança por anamnese, salientando assim o seu carácter inato Para Platão, conhecer é conhecer as idéias; o conhecimento perfeito é aquele das essências das coisas. Numa alegoria, ele sugeriu que a alma conhece as idéias puras no "mundo das idéias", mas antes de vir ao mundo, bebe das águas do rio Lethé (que quer dizer "esquecimento") e esquece o que sabia. Assim, ele diz que na verdade aprender é relembrar aquilo que já sabíamos antes de vir ao mundo...


Teoria da Reminiscência, no diálogo Mênon, Platão narra o problema da Reminiscência discutido entre Sócrates e Mênon.Sócrates afirma neste diálogo que a alma é imortal. Ele também afirma que a alma contemplou todas as coisas existentes. A alma no decorrer da vida vai se lembrando aos poucos das coisas que antes sabia. O que os homens chamam de aprender, na verdade é lembrar.Neste mesmo diálogo, Sócrates pede para Mênon chamar um de seus escravos para fazer a demonstraçno de sua teoria, que seu amigo tanto lhe pediu.Sócrates começa a fazer perguntas para o escravo. O assunto, que era Geometria, era tido para Mênon, como um assunto desconhecido do escravo.Na medida em que Sócrates fazia perguntas ao escravo, o escravo foi lembrando do assunto que antes contemplara no Mundo Inteligível. Por não ter conseguido se lembrar de tudo, o escravo a partir daquele momento tentaria buscar a verdade.Sócrates fez com que o escravo extraisse a ciência de si mesmo. Essa é a Reminiscência.

DENGUE

Dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido por um mosquito, o Aedes aegypti. O mosquito infectado, ao picar uma pessoa sadia, transmite o vírus da dengue, deixando a pessoa doente. Não há transmissão pelo contato direto de uma pessoa doente para uma pessoa sadia. Também não há transmissão pela água, por alimentos ou por qualquer objeto.
SINTOMAS
Febre alta e sensação de fraqueza;
Dor nos olhos e dor de cabeça;
Dor nas juntas e nos músculos;
Manchas avermelhadas pelo corpo;
Falta de apetite.
Em alguns casoa, pode ocorrer sangramento de nariz e gengivas.
Em caso de suspeita de dengue, procure seu médico e não use medicamentos que contenham ÁCIDO ACETIL SALICÍLICO

ZIKA - SINTOMAS

ZIKA VÍRUS
O zika virus é disseminado pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e a febre chikungunya.
Sintomas
os sintomas geralmente tem início três a sete dias após a picada do mosquito.
Os principais sinais e sintomas são;
Febre:
Rash cutâneo maculopapular;
Dores nas articulações;
Vermelhidão nos olhos.
Outros sintomas que também podem estar presentes incluem dor de cabeça, dores musculares, dor retro ocular e vômitos.
A doença geralmente é leve,com sintomas durando alguns dias ou até uma semana. A doença grave, que exija internação, é rara.
O Ministério da Saúde confirma a relação entre zika vírus e microcefalia em bebês.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Homeopatia - ZIKA virus

Dando sequência ao estudo da epidemia de Zika virus, a Abrah e seus colaboradores deram mais um passo rumo a formulação de um protocolo homeopático com possibilidades terapêuticas frente à situação atual:
"Os estudos apontaram para Rhus toxicodendron como gênio medicamentoso pela sua semelhança sintomática com o quadro provocado pelo Zika, além do tropismo por órgãos e tecidos mais afetados pela doença. No entanto, outros três medicamentos foram escolhidos para circunstâncias especiais a saber: Urtica urens, Conium maculatum e TR.
Propusemos preliminarmente o seguinte protocolo:
1. Como curativo, isto é, para os pacientes que apresentem o quadro epidêmico, Rhus toxicodendron 6CH, 6 gotas (3 gotas para crianças menores do que 3 anos) diariamente até a remissão. Caso o prurido seja muito intenso, acrescentar Urtica urens 6CH, 6 gotas 3 vezes ao dia. Caso as dores articulares se prolonguem ou sejam muito intensas, acrescentar TR 30CH, 6 gotas uma vez ao dia até melhoria do quadro. Nos casos de Guillain-Barré, Conium maculatum 6CH, 6 gotas uma vez ao dia até a remissão do quadro.
2. Como preventivo para a população de maior risco, ou seja, gestantes, Rhus toxicodendron 6CH, 6 gotas diariamente, durante toda a gravidez."    http://www.abrah.org.br/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Homeopatia Contra a Dengue em Macaé

*Laila Nunes
A dengue, hoje, constitui um dos principais problemas de Saúde pública no mundo, especialmente nos países tropicais, onde as condições são mais favoráveis à proliferação do Aedes aegypti. A organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue.
O Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, encontrou no Brasil as condições socioambientais favoráveis à sua expansão. Os condicionantes da expansão da dengue nas Américas e no Brasil são similares e referem-se, em grande parte, ao modelo de crescimento econômico implementado na região, caracterizado pelo crescimento desordenado dos centros urbanos. O Brasil concentra mais de 80% da população na área urbana, com importantes lacunas no setor de infraestrutura, tais como dificuldades para garantir o abastecimento regular e contínuo de água, a coleta e o destino adequados dos resíduos sólidos. Outros fatores, como a acelerada expansão da indústria de materiais não biodegradáveis, além de condições climáticas favoráveis, agravadas pelo aquecimento global, conduzem a um cenário que impede, em curto prazo, a proposição de ações visando à erradicação do vetor transmissor.
No ano de 2008, o Estado do Rio de Janeiro viveu uma de suas piores epidemias de dengue, com mais de 250 mil casos confirmados da doença. Um crescimento de 315% em comparação a 2007, quando houve quase 67 mil casos. Mas o município de Macaé conseguiu um feito notável: nesse mesmo período, registrou uma queda de 60% nos casos de dengue. O segredo? Homeopatia.
Em 2007, Macaé aderiu a essa modalidade de tratamento e o resultado alcançado surpreendeu as autoridades. A escolha dos medicamentos foi baseada no conceito epidemiológico homeopático denominado gênio epidêmico, onde estudam-se os casos e elege-se o melhor medicamento. Os medicamentos utilizados em Macaé sejam em fórmulas ou separadamente foram Eupatorium, Phosphorus, Crotalus, Gefion e Natrum Muriaticum na prevenção e tratamento da dengue.
O Eupatorium é retirado de uma planta americana, o Crotalus horridus é do veneno de uma cobra cascavel americana, e o Phosphoros é o fósforo mineral. O Eupatorium é usado contra a dengue clássica, o Crotalus é contra a dengue hemorrágica, o Phosphoros é usado no controle da coagulação do sangue, o Gefion é usado para casos mais graves. O Natrum Muriaticum é o sal de cozinha, que em dose homeopática pode ser utilizado para combater os sintomas da dengue, principalmente quando há predominância de distúrbios gastrintestinais e desidratação.
Na primeira campanha Homeopatia contra a Dengue (abril e maio de 2007), foram distribuídas gratuitamente 156 mil doses do medicamento homeopático, sendo que a população estimada em Macaé é de 188 mil habitantes. Na segunda campanha (novembro e dezembro de 2007), outras 60 mil doses foram dadas à população. Na terceira campanha foram distribuídas 200 mil doses, de 29 de março a 25 de abril de 2008. E, na quarta campanha, foram 26 mil doses em novembro e dezembro de 2008. Em 2009, foram aplicadas 98.708 doses. “A maior vantagem é a grande aceitação e o baixo custo desse tratamento.
Vale ressaltar que, durante as campanhas, a Secretaria Municipal de Saúde de Macaé mantém e intensifica todas as outras medidas de controle do mosquito Aedes aegypti, vigilância epidemiológica e educação de profissionais de Saúde e da população. A aplicação do remédio homeopático é dirigida a toda a população, mas com recomendação especial para aqueles com histórico anterior na doença. A adesão é voluntária ou espontânea. A forma de utilização do medicamento é em dose única, para uso profilático, em três campanhas anuais ou de acordo com a epidemiologia da doença no município.
Há uma preocupação em orientar as pessoas sobre o que é a Homeopatia, a periodicidade de repetição das dosagens, os efeitos adversos, a legislação e tudo o que ampara o uso da Homeopatia como tratamento alternativo para a dengue. Com a grande aceitação e a mobilização de pessoas que procuram as unidades de Saúde, é intensificado o trabalho paralelo de educação em Saúde, com informações sobre a doença, o controle do mosquito, onde e quando procurar a unidade de Saúde para atendimento e acompanhamento, servindo como um mutirão contra a dengue.
O trabalho funciona como busca ativa, aumentando a conscientização e a sensibilização da população e dos profissionais de Saúde, com consequente aumento do número de notificações e maior número de bloqueios de possíveis focos de Aedes aegypti.
Com a previsão de migração de gravidade da doença para crianças, a Secretaria Municipal de Saúde em uma abordagem educativa para a prevenção da dengue em parceria com Secretaria Municipal de Educação no município de Macaé realizou o Concurso das Gotinhas Homeopáticas contra a Dengue nas Escolas com o objetivo de sensibilizar e fomentar a criatividade dos alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio da Rede Municipal de Ensino sobre o controle da dengue e a Campanha da Homeopatia contra epidemia de dengue. O concurso foi instituído para escolher os melhores desenhos, frases e paródias, tendo como tema central a dengue e as gotas homeopáticas contra epidemia de dengue, utilizadas no município desde 2007 e nas escolas desde 2008.
A Campanha das Gotinhas Homeopáticas contra a Dengue nas Escolas proporcionou palestras de orientação e prevenção à dengue em 60 escolas do município e a participação de 12.000 alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio regularmente matriculados nas Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino em 2009.
O concurso demonstrou a grande aceitação pela população escolar e comunidade em geral no uso de medicamento homeopático, quando se tem oportunidade de acesso ao mesmo. A frase vencedora foi da aluna Victória Carvalho Matsuda, do C. M. Profª Maria Isabel Damasceno Simão - Caixa d’água bem tampada, água parada não vai ter, tome a homeopatia, para a dengue não derrubar você!.
O desenho vencedor, abaixo, foi da aluna Melissa da Escola Municipal Amil Tanos.

*Laila Nunes é Coordenadora Geral de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde de Macaé.

Homeopatia no tratamento da dengue

Homeopatia no tratamento da dengue

Remédio criado por médico brasileiro promete atenuar quadro da doença e já é utilizado em diversas cidades do país

A dengue voltou com força. Só no primeiro trimestre deste ano, mais de 460 mil casos da doença foram registrados no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. O aumento é de 240% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registrados 135,3 mil casos da doença. Houve também aumento no número de mortes, que passou de 102 para 132. Há quem diga, porém, que o óbito decorrente da dengue seja “imoral”. É a opinião do médico homeopata e professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto, Renan Marino, criador da fórmula do único medicamento para dengue aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Há quase uma década, diferentes estados brasileiros desenvolvem experiências bem-sucedidas na prevenção e tratamento da dengue com o remédio desenvolvido por Marino. “Não se trata de uma vacina, mas um medicamento homeopático que tem a função de atenuar o quadro da doença”, esclarece o médico, que apresentou a fórmula pela primeira vez em um trabalho de mestrado em 2003.
O medicamento é composto de três componentes: eupatório (Eupatorium perfolatium), planta medicinal com ação analgésica que age nas dores no corpo típicas da dengue; fósforo, mineral que protege as funções hepáticas normalmente comprometidas pelo vírus, além de reduzir náuseas e vômitos; e um preparado do veneno de uma espécie de cascavel (Crotalus horridus), que tem forte ação anti-hemorrágica.
A patente do remédio foi cedida por Marino a um laboratório farmacêutico, que o comercializa com o nome de Proden. Marino conta que esta é a primeira e única medicação já aprovada pela Anvisa para o tratamento da dengue. “Tivemos a aprovação em 2008 depois de a fórmula ter sido testada no Laboratório de Pesquisa de Fármacos da Universidade Federal do Amapá, demonstrando que os ratos submetidos ao complexo homeopático apresentaram uma elevação do número de plaquetas de 200.000/ml para 600.000/ml”, explica.
A fórmula também pode ser manipulada em farmácias homeopáticas e tem dosagens diferentes para prevenção e tratamento da dengue. Segundo Marino, para prevenção, devem ser tomadas cinco gotas do remédio, uma vez por semana, durante o período que durar a epidemia. No caso do tratamento, a orientação é que sejam tomadas cinco gotas, quatro vezes ao dia, por 10 dias consecutivos.

O tratamento no Brasil

“Milhares de pessoas tomam esse medicamento semanalmente durante todo o período de epidemia há muitos anos. Em 2006, com a criação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), pelo Ministério da Saúde, me senti a vontade pra usar o medicamento no município inteiro de Rio Preto, em São Paulo, com o apoio do secretário de saúde”, relata Marino. Hoje o tratamento não faz mais parte do programa oficial da secretaria do município porque as gestões seguintes alegaram que a terapia preventiva poderia confundir a população e que as pessoas deixariam de prestar atenção aos criadouros do mosquito.
Desde então, outras experiências foram realizadas no país com o medicamento. A cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, foi palco da mais significativa ação registrada com a fórmula no país, com a distribuição gratuita de 156 mil doses preventivas do remédio para a população, entre abril e maio de 2007. A incidência da doença no primeiro trimestre de 2008 caiu 93% em comparação com o período correspondente no ano anterior, enquanto no resto do Estado do Rio de Janeiro houve um aumento de 128% dos casos.
Em 2013, em meio a pior epidemia de dengue da história do Estado de Goiás, 25 municípios apostaram no medicamento homeopático para prevenção da doença. Neles, foi registrada uma queda de até 65% nos registros de novas infecções em comparação ao ano anterior. Os resultados da ação, liderada pela Secretaria Estadual de Saúde, levaram outros 75 municípios a aderir à campanha no ano passado.

A polêmica do paracetamol

O tradicional analgésico paracetamol foi a única droga recomendada pelo Ministério da Saúde para tratamento dos sintomas da dengue até 2001, quando, em razão do aumento de graves lesões hepáticas em casos de dengue tratados com o fármaco, decidiu-se por acrescentar também a dipirona como opção.
Para Renan Marino, causa estranheza a indicação hegemônica por tantos anos do paracetamol na dengue mesmo com a ausência de estudos que mostrem a viabilidade e a segurança dessa orientação. “Hoje sabemos que o principal órgão afetado na dengue é o fígado. Logo, é um total contrassenso usar o paracetamol, medicação altamente tóxica para o fígado em casos como estes”, alerta o homeopata.
O médico tem uma opinião contundente a respeito da mortalidade na dengue. Para ele, não procede a teoria segundo a qual os casos graves e hemorrágicos ocorreriam em indivíduos com histórico anterior de dengue por um dos quatro sorotipos conhecidos. “O que faz a diferença na dengue é tão somente tomar ou não tomar paracetamol. Nada mais. Como orientação geral, sugere-se o consumo de grandes quantidades de líquidos para garantir a hidratação, repouso, alimentação leve e tomar apenas dipirona para ajudar no controle da febre e dores”, recomenda.

sábado, 9 de janeiro de 2016

https://drive.google.com/file/d/0B3_AxKJwInQWTWhfNVEtUVJRWms/view?pli=1&submission=1326158

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

MAGNESIA MURIÁTICA _ CLORETO DE MAGNÉSIO


Características da personalidade homeopática:
Não digere nem as coisa nem a vida

Conhecido como um dos maiores antipsóricos da matéria médica seus maiores pontos chaves são: Controle, Imaginação, sensibilidade e Nostalgia, se juntar tudo isso chegamos a Magnésia Muriática. A ansiedade dessa personalidade acontece depois que ela fecha os olhos para dormir (fala e gesticula ansiosamente enquanto dorme) e nem pense em insônia, porque não é, assim que ela termina de comer, com febre e sensações de estar adoecendo por causa da comida e 2 a 3 dias antes e depois do período menstrual.
Ruídos e vozes, murmúrios e sustos. Essa personalidade é facilmente sensibilizada por essas condições. Assim sendo o estado de angústia que ela acorda após um pesadelo é de dar dó.
Não gosta de conversar, prefere estar só e tem o choro fácil e a nostalgia bem presente. A maior dúvida e sentimento que tem é a de não saber nada da sua gestação, de como foi, se sofreu, como era... Seu medo é de achar que alguém ou alguma coisa está atrás dele ou acabou de morrer bem atrás dos seus passos.
No fundo a Magnésia Muriática não digere nem as coisa nem a vida. Disfarça e passa por cima até o adoecimento e de uma forma de tirar o chapéu, poucas medicações se dão a esse luxo. Talvez a toxidade de sua personalidade/estrutura física venha daí.
Virtudes na vida diária não faltam a essa Magnésia, luta contra a violência de forma bem marcada. Os outros há uma excelência em comportamento, mas ninguém vai conviver intimamente com ele. O medo da perda e a necessidade de se fechar são enormes. Cuida da resolução dos outros e, portanto é tido como pacificador, o grande conselheiro, o mediador das causas sensíveis e difíceis, aberto a ajudas e sempre buscando um trabalho conjunto e nem pense que ele não vem trabalhando o seu próprio caminho, mas não se convence do seu crescimento pessoal, sempre falta algo, a nostalgia de um fato que não pode saber; que não lhe é possível saber.
O controle e a tolerância que essa medicação usa para com os outros e o trabalho, são igualmente depositadas internamente, ou seja, não há fígado que aguente. Esse órgão por sua vez, vem distribuir ao longo dos anos todas as doenças graves que afligem essa personalidade e em todas as abrangências.
Na medicina oriental o fígado é responsável pelos músculos e a dispersão da adrenalina – pense não dispersar essa supressão toda? Dores, dores, dores.
Assim corre para os doces e sente a necessidade da fruta para aliviar os ácidos que produz. A vontade de estar livre de tudo e de pensar sobre tudo é tão grande que se estiver nevando, ele põe o casaco e vai dar uma voltinha. Tudo ao ar livre melhora.
Adoecendo com o passar do tempo a expressão de azedo toma conta das usas ações e da sua fisionomia, o medo de perder, a insatisfação, a falta de vida emocional e a constante necessidade de se fechar, acaba por dominar e adoecer a Magnésia Muriática ao longo dos anos e muito dificilmente verá isso. Eis uma medicação de difícil ajuda e ajuste do remédio. A sua vida é difícil, não consegue achar os suportes que oferece aos outros. A sua crise histérica com choro compulsivo chega quando já está pra lá de insuportável e ainda é capaz de sentir uma enorme raiva se mantendo com o semblante de calma profunda.
Seu senso de dever ultrapassa o que normalmente conhecemos e a sua sensibilidade emocional para tudo também.
Nas mulheres as regras com coágulos e sangue negro são comuns, seguem-se transtornos uterinos. De forma geral sendo o fígado seu órgão de eleição, a icterícia, a psoríase, as dores nas costas e no corpo como se tivessem levado uma surra fazem parte da sua vida.
Quando a ansiedade não encontra saída explode em erupções. Para essa medicação todos os problemas dos outros tem solução e mesmo que não fuja dos seus próprios problemas, ele não encontra saída, imerso em si mesmo.
Algumas considerações devem ser relatadas aqui, a Magnésia Muriática ou cloreto de magnésia também está na lista dos melhores remédios para o tratamento de pólipos e verrugas, além de Thuya, provavelmente é a medicação que mais se é aplicada para esses casos.

Outras indicações úteis ficam a cargo de algumas reclamações específicas e indicações de deficiências já estabelecidas como:

1. Bulimia;
2. Grande e devastadora fome sem que se possa saber ao certo o que se deseja comer – ligado diretamente ao alto grau de ansiedade;
3. Urticária que se apresenta apenas a beira mar;
4. Maus efeitos de banhos de mar – passa mal, pois o relaxamento normal das pessoas diante do mar e da água salgada não ocorre;
5. Total falta de sensibilidade da bexiga e da uretra, sendo que se a pessoa não ver a urina sair, não poderá dizer que urinou, ela não sente nada;
6. A hipertrofia do fígado em crianças e a congestão hepática em adultos com a língua amarela são indicativos altos do uso da Magnésia Muriática.



Indicações homeopáticas como: Lycopodium, Belladonna, Nux Vômica, Pulsatilla, Sépia e Natrum Muriaticum devem ser observadas com cuidado, pois apresentam semelhanças no diagnóstico diferencial, além de servirem como complemento da própria Magnésia Muriática.

ALERGIAS



Alergia a poeira e perfumes Histamina 200 - Alergia ao pão e alimentos ácidos Natrum Muriaticum 200 - Alergia a leite quente fervido Sépia 200 - Alergia ao sal, manteiga ovos e frango Carbo Vegetabilis 200 - Alergia ao café Nux Vômica - Alergia ao calor Apis Melifica 200 - Alergia ao cheiro de flores Ailantus 200 - Alergia à cebola, carnes gordas e doces Thuya 200 - Alergia ao açucar Argentum Nitricum 200 - Alergia ao arroz Tellurium 200 - Alergia à couve Petroleum 200 Alergia ao queijo Nitri Spiritus Dulcis - Alergia à poeira, coriza e espirros Justicia Adathoda.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A HOMEOPATIA NO BRASIL
Os primeiros resquícios do movimento homeopático no Brasil, haviam surgido na Bahia, em 1818 quando Antônio Ferreira Françadeu conhecimento da doutrina de Hahnemann à Faculdade Médico Cirurgica desse estado. Em 1836 era apresentada à Faculdade de Medicina por Frederico Emílio John, estudante da Universidade de Leipzig, que se transferira para o Rio de Janeiro, a primeira tese sôbre a homeopatia - "Exposição da doutrina homeopática".
Em 1840, chegava ao Rio de Janeiro Bento Mure, para ser o verdadeiro iniciador da Ciência de Hahnemann em nossa terra. Tem a seu lado, para enfrentar os inimigos das doses infinitesimais, João Vicente Martins. Mais tarde, o Dr. José da Gama e Castro, médico português, redator do "Jornal do Comércio", publicou uma série de artigos de propaganda da homeopatia, lembrando ao povo brasileiro, a presença do Dr. Mure.
Data de 1842, a criação do Instituto Homeopático do Brasil, por iniciativa de Bento Mure e Vicente José Lisboa, outro divulgador da homeopatia. Fundada por esse Instituto de acordo com a lei de 3 de outubro de 1844, aparecia a primeira escola para o ensino oficial da homeopatia. Pouco tempo durou essa escola, devido à discórdia entre seus dirigentes. Teve também duração efêmera a Academia Médico Homeopática do Brasil que a substituiu.
Mais tarde, Saturnino Soares de Meireles, notabilizou-se como adepto da doutrina de Hahnemann em uma série de artigos publicados nas colunas do "Jornal do Comércio", sob o título "Paralelo entre a Homeopatia ea Alopatia". A ele devemos a fundação do Instituto Hahnemanniano Fluminense, que em 1879 passou a denominar-seInstituto Hahnemanniano do Brasil.

Referencia: CARDOSO, Leontina - Licinio Cardoso seu Pensamento, sua Obra sua Vida Ed. Souza RJ 1952.


HOMEOPATIA NO BRASIL
Em 1841, Benoit-Jules Mure (que passou a ser conhecido como Bento Mure) fundou a Escola Homeopática do Rio de Janeiro. Em 1842, surge o Instituto Homeopático de Saí (Santa Catarina) e abre-se a primeira farmácia homeopática do Rio de Janeiro (fundada por Bento Mure e João Vicente Martins).
Três anos após, é criada a Escola Homeopática do Brasil, sob a direção de João Vicente Martins, a qual, em 1847, é substituída pela Academia Médico-Homeopática do Brasil.
Bento Mure recebeu severas críticas no meio médico, por tentar difundir idéias totalmente desconhecidas no país. Desgostoso com a situação, optou por sair do Brasil sete anos após sua chegada, deixando, entretanto, a semente lançada (fez muitos discípulos que continuaram seu trabalho).
Entre os grandes nomes brasileiros que se tornaram adeptos da homeopatia, durante sua implantação no Brasil, podemos citar11,13: João Vicente Martins (1810-1854); Domingos de Azevedo Duque-Estrada (1812-1900); Sabino Olegário Ludgero Pinho (1820-1869); Maximiano Marques de Carvalho (1820-1896); Antônio do Rego (1820-1896); Saturnino Soares de Meireles (1828-1909); Manuel Antônio Marques de Faria (1835-1893); Alexandre José de Melo Morais (1843-1919); Joaquim Duarte Murtinho (1848-1911); Cássio Barbosa de Resende (1879-1971).
Em 1858, o Hospital da Ordem Terceira da Penitência abriu uma enfermaria homeopática, seguida pelo Hospital da Beneficência Portuguesa (1859), Hospital da Ordem Terceira do Carmo (1873), Santa Casa de Misericórdia (1883), Hospital Central do Exército (1902) e Hospital Central da Marinha (1909).
No início do século (1914), Licínio Cardoso fundou no Rio de Janeiro a Faculdade Hahnemanniana e, a ela anexo, o Hospital Homeopático do Rio de Janeiro (atualmente Escola de Medicina e Cirurgia da Uni-Rio, essencialmente alopática).
Em 1966, durante o governo de Castello Branco, foi decretada obrigatória a inclusão da Farmacotécnica Homeopática em todas as faculdades de Farmácia do Brasil. Em 1977, foi publicada a primeira edição oficial da Farmacopéia Homeopática Brasileira. Em 1980, o Conselho Federal de Medicina reconheceu oficialmente a homeopatia como especialidade médica, deixando, assim, de ser uma "terapia alternativa".

faculdade de medicina homeopática do Rio Grande do sul

A Faculdade de Medicina Homeopática do Rio Grande do Sul, foi criada em Porto Alegre,em janeiro de 1914,com base na Lei Orgânica de Ensino Rivadávia Corrêa, de 1911, que concedia autonomia didática e administrativa aos estabelecimentos de ensino. Profissionais de diversas áreas estiveram presentes na sua inauguração, no dia 2 de março daquele ano, como membros da Escola de Engenharia, da Escola de Direito e da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, além do representante do presidente do estado, Borges de Medeiros. Sediada na rua Riachuelo, 301, a Faculdade ministraria os cursos de medicina e farmácia, sendo professores: Egídio Itaqui, Diógenes Monteiro Tourinho, Adolfo Stern,Alfredo Ludwig,João Landell de Moura, Sabino Menna Barreto, Jorge Murtinho, Ignacio Capistrano Cardoso, Edison Fagundes Barcelos, Euclydes Goulart Bueno, Padre Roberto Landell de Moura entre outros. Vários deles eram médicos formados pelas faculdades de medicina oficiais, não seguindo uma orientação homeopata. Seus principais fundadores foram Ignácio Capistrano Cardoso, Sabino Menna Barreto, Manoel de Faria Corrêa e Alfredo Ludwig, sendo que nem todos eram homeopatas.
Contando com o apoio do governo do estado, foi eleito diretor-presidente da instituição, Euclydes Goulart Bueno.
No entanto, no mesmo ano da fundação da instituição a partir de um desentendimento que levou Ignácio Cardoso a pedir sua exoneração, o corpo docente se dividiu, provocando a cisão da instituição em duas: Faculdade de Ciencias Médicas e Escola Médico-Cirúrgica de Porto Alegre, nenhuma das duas de orientação homeopática.
(foto de Glaci Loureiro: sede da Escola Médico Cirúrgica de Porto Alegre no ano de 1939 na rua General Portinho 426. Fonte revista Máscara acervo do MUHM)

HOMEOPATIA - OS PRIMEIROS HOMEOPATAS DO RIO GRANDE DO SUL

O primeiro homeopata a atuar no Rio Grande do Sul em 1847, foi o Dr. Dionísio Silveiro, formado em Portugal, que "humanizou a medicina da época, utilizando-se do "moderno princípio do estímulo às resistências individuais. Posteriormente, Caldre Fião, Bernardino Bitencourt, Barcelos Filho, Policarpo Araponga, Padre João Pedro Gay. Com dedicação de sacerdotes, confirmaram no seio da população o elevado conceito que conquistara o Dr. Dionísio Silveiro, notadamente na terrivel epidemia de cólera que ameaçou dizimar a população desta capital. Além destes, também praticaram com destaque a homeopatia em solo gaúcho, Gonçalves Gomide, Teodoro Henrique Schnapp, Van der Laan, Teófilo Varela, Artur Candall Jr., Agostinho Campos, Lourenço Cabelo, Jerônimo Teixeira Braga, Pelopidas Araújo. O primeiro Laboratório Homeopático de Porto Alegre foi criado por Luiz Afonso de Azambuja que tinha uma farmácia alopata e também abriu consultório. No interior, a deficiencia de profissionais levou a improvisação de médicos não formados: "homens inteligentes, estudiosos e sinceros, praticaram, exercendo a caridade, e terminaram conseguindo alvarás de licença, para o exercício da medicina". Caso de Inácio Guasque (Jaguarão, 1890) e José Alvares de Souza Soares ( Laboratório Homeopático de Pelotas). Além destes também eram "licenciados": Ferdinando Martino,José Luiz Guasque, Manoel Cebalos, G. Burgen, Antonio José Oliveira, Manoel Amaro Jr. e Inácio Capistrano Cardoso, este irmão do Dr. Licinio Cardoso.

*Barreto, Sabino Menna. "Resumo histórico da homeopatia no Rio Grande do Sul",pp. 15-29


HOMEOPATIA - IGNÁCIO CAPISTRANO CARDOSO


Ignácio Capistrano Cardoso, médico licenciado de orientação homeopata, destacou-se a partir de 1900 como um dos principais propagadores da homeopatia no Estado do Rio Grande do Sul. Naquela época, incentivou junto aos poderes públicos do Estado e da União, a criação de enfermarias homeopáticas nos hospitais militares. Entre 1903 e 1912, foi redator, diretor e proprietário da Revista de Medicina Homeopática, publicada em Porto Alegre.
Nest
e período, em 1904, abriu a
 Pharmácia Homeopática Cardoso. Foi ainda membro de sociedades homeopáticas de Barcelona, México e Filadélfia, de 1908 a 1910. Ignácio era irmão de Licínio Athanásio Cardoso (veja biográfia em outro tópico) e Saturnino Nicolau Cardoso que também se dedicaram à homeopatia.
SOUZA SOARES, José Álvares de (Visconde de Souza Soares).
Vairão, Portugal, 24 fev. 1846 – Pelotas, RS. Diplomado em Medicina. Médico e industrialista, Pelotas. Diretor do Almanaque da Família, Pelotas, desde sua fundação, em 1891.
Souza Soares foi o fundador da Farmácia Homeopática Rio-Grandense, a primeira farmácia da cidade de Pelotas, no ano de 1874, que ficou conhecida por fabricar o Peitoral de Cambará, a partir da planta brasileira de mesmo nome, e que foi sucesso no tratamento das bronquites.
Ele inaugurou, em 1883, o parque Pelotense, mais tarde chamado Parque Souza Soares, onde funcionou mais tarde o Laboratório.
BIBLIOGRAFIA: Auxílio Homeopático ou o Médico em Casa, Pelotas (5 edições, a última de Pelotas, 1905). Presente de Ouro, informações úteis, conselhos e descrições. O Novo Médico. Novo Guia Homeopático.


FAGUNDES, Édison Barcellos.
Bragança, SP, 24 maio 1893. F.: Albino Fagundes e Corina Barcellos Fagundes. Est. no Ginásio Polotense, Pelotas, a partir de 1903. Médico homeopata por muitos anos em Pelotas. Médico chefe do Posto de Higiene do DES em Getúlio Vargas, RS, 1943. Membro da Soc. de Med. Hahnemaniana do RS.
BIBLIOGRAFIA: Homeopatia, tese de doutoramento, P. Alegre, 1914.Comprimidos, humorismo, Echenique e cia., Pelotas, 1925.

BITTENCOURT, José Bernardino da Cunha.
Porto Alegre, RS, 3 jan. 1827 – Porto Alegre, 25 nov. 1901. F.: Manoel da Cunha Bittencourt e Maria Bernardina dos Santos Bittencourt. Diplomado em Med. Homeopática pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1849. Revisor do Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 1846. Médico do Hospital da Marinha, id. Deputado à Assembléia Provincial do RS, 1852-1867. Deputado à Assembléia Geral do Império, 1869-1872 e 1878. Médico da Beneficência Portuguesa, P. Alegre. Pertenceu ao Partido Conservador. Cavaleiro da Ordem da Rosa. Foi da Soc. do Teatrinho, P. Alegre, como amador teatral que era àquela época. Deve-se-lhe a criação da Escola Normal em P. Alegre.

BIBLIOGRAF
IA: Algumas Considerações sobre o Clima e suas Influências sobre os Operados, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, Tip. do Arquivo Médico, 1849. Discursos Pronunciados na Assembléia Provincial nas Sessões de 6 e 27 dez. 1866, P. Alegre, 1867.

 IGNÁCIO GUASQUE - 

Filho do jornalista espanhol José Eduardo Cipriano Berlinguero Guasque e Maria de La Cabeza Josefa Juana Terron y Hidalgo de Guasque, nascido no Rio de Janeiro em 1835, casou com a bageense Anna Luiza Romeiro Barcellos Guasque, em 8/12/1864, na Catedral de São Sebastião, em Bagé. Morreu em Castro, no Paraná, em 5/02/1912.

Sua formação provavelmente, como atestam alguns documentos, foi na Escola de Homeopatia, no Rio de Janeiro. Clinicou em Jaguarão em 1890, mesmo ano que escreve e publica, em Pelotas, o livro " Medicina Homeopathica". Logo após se muda com a maioria dos familiares para o Paraná.

De 1906 a 1907 publicou artigos na Revista Homeopathica do Paraná ( foi citado na Tese de Doutorado da Prof. Renata Palandri ), mas não estava mais clinicando, era fazendeiro na época.
A Tese de doutorado da Dra.Renata Palandri Sigolo intitulada "Em busca da Sciencia Médica a medicina homeopática no início do século XX"pode ser acessada no site: 
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/8361/1/Renata[1][1].pdf

Referência: Informação enviada pelo médico nefrologista Gerson Luis Barreto de Oliveira, tataraneto de Ignácio Guasque e bisneto de seu filho José Luiz Guasque que foi homeopata em Bagé RS.


JOSE LUIZ GUASQUE
Filho mais velho do homeopata Ignácio Guasque e de sua esposa Anna Luiza, nasceu em 1/11/1865, em Bagé e casou com Aniceta Correa, em Cerro Chato, Depto. de Rivera - Uruguai, em 5/02/1890, na época era guarda-livros nesta localidade.

Em 1907 temos registro que era Médico Licenciado, só podia exercer esta função aqui no Rio Grande do Sul, esta licença era fornecida pelo Governo do Estado. Neste ano funda a Farmácia Homeopatica Humanitária, sabemos pelos registros que em 1910 ele seguia com a farmácia e era catalogado como médico hahnemanniano ( seguia os ensimamentos do médico alemão, Hannehmann ).
Sabemos que participou ativamente na Revolução de 30, junto com os irmãos, numa atividade pró-Getúlio. 
Teve 17 filhos com a esposa.
Faleceu em Bagé em 13 de fevereiro de 1937.

Referencia: Informação enviada pelo médico nefrologista Gerson Luis Barreto de Oliveira, tataraneto de Ignácio Guasque e bisneto de José Luiz Guasque.

O Cônego João Pedro Gay nasceu na cidade de Grenoble, na França em 20 de novembro de 1815.Terminou o curso de Ciências Eclesiásticas no Seminário de Gap e foi ordenado presbítero em julho de 1840, na diocese de Gap e depois foi nomeado Vigário.Obteve licença para vir ao Brasil, e no Rio de Janeiro, exerceu suas funções sacerdotais, o magistério particular e dedicou-se ao estudo da medicina no Instituto Homeopático do Brasil, que lhe conferiu a “faculdade de exercer livremente a medicina de Hahnemann no país.”Seguiu para o Rio Grande do Sul e a 24 de fevereiro de 1850 foi empossado em São Borja, como vigário.Aproveitando seus conhecimentos de medicina e visando benefícios para a população pobre de sua paróquia, solicitou e obteve permissão do governo provincial para a abertura “ de um laboratório homeopático”.No decênio de 1850 conviveu em São Borja, com o sábio botânico francês Aimé Bompland que aí há muito, havia fixado residência.Aimé Bompland era formado em medicina e na velha cidade missioneira abrira uma farmácia e clinicava.Em 1862 apresentou o Cônego Gay ao Instituto Histórico Geográfico Brasileiro a “História da República Jesuítica do Paraguai”, que lhe valeu a eleição para sócio dessa benemérita instituição cultural.Foi testemunha da invasão paraguaia de 1865. É, pois, de alto valor o seu depoimento relato fiel e minucioso dos acontecimentos da dita invasão. Permaneceu em São Borja, durante 24 anos, indo depois para Uruguaiana, onde veio a falecer em 10 de maio de 1891.
Deixou o Cônego Gay os seguintes estudos, além de grande número de artigos em jornais e mais de duzentos sermões:


* Itinerário resumido da viagem que acaba de fazer embarcado no rio Uruguai, desde a foz que nele faz o rio Passo Fundo até o Passo de São Borja, o sr. Joaquim Antônio de Morais Dutra, navegando 150 léguas no mesmo Uruguai, navegação em metade desconhecida até agora. Publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo 21.

* Tratado de Teologia Moral.Os originais foram entregues em 1862, ao bispo do Rio de Janeiro, Conde de Irajá.
* História da República Jesuítica do Paraguai, desde o descobrimento do Rio da Prata até nossos dias, ano de 1861. Essa obra foi entregue pelo autor, em 1862 ao IHGB e publicada também na Revista do IHGB .tomo 26. Foi feita uma seperata.Em 1942 foi feita por ordem do Dr. Getúlio Vargas a Segunda edição portuguesa pelo historiador Dr. Rodolfo Garcia diretor da Biblioteca Nacional.

*Invasão Paraguaia na Fronteira Brasileira do Uruguai, desde seu princípio até o fim (de 10 de junho a 18 de setembro de 1865).Publicada primeiramente no Jornal do Comercio do Rio de Janeiro e depois pela Tipografia Imperial Constitucional, de J. Villeneuve & Cia. , 1867 Rio de Janeiro.

*Nouvelle Grammaire de la Langue Guarany et Tupy. Manuscrito original de 155págs.
*Manuel de conversation en français, portugais, espagnol et guarany. Manuscrito Original, 200 págs.
*Notice sur les derniers annés de la vie du naturaliste Mr. Aimé Bompland, sur as mort, et son heritage scientifique. Rio de Janeiro, 1861.
* Compêndio de História Natural. (Cit. De Sacramento Blacke.)

* Petit Vocabulaire de la langue des Bougres Couronnés ( Manuscrito original no IHGB)Além dos trabalhos citados, tinha o vigário de São Borja outros em conclusão que o vandalismo dos invasores inutilizou juntamente com a sua preciosa biblioteca, uma coleção de pedras e produtos esquisitos da natureza, alguns dos quais estiveram na Exposição Nacional do Rio de Janeiro em 1861 e um pequeno herbário de plantas das Missões que o vigário vinha formando desde 1862.


Referência:GAY, Conego João Pedro, Invasão Paraguaia 1980 Instituto Estadual do Livro UCS.
Biblioteca do Estado do Rio Grande do Sul.

LICINIO ATANAZIO CARDOZO -- “ O MATEMATICO “

Na pequena vila de Lavras , Rio Grande do Sul hoje municipio de Lavras do Sul em 02 de maio de 1852, nasceu Licinio Atanazio Cardozo, no mesmo dia em que nasceu Santo Atanazio em Alexandria.
Filho de Vicente Xavier Cardoso, homeopata prático que ficando viúvo, foi servir na Guerra do Paraguai, vivia , Licínio Cardoso com os outros cinco irmãos, na casa de uma tia.De origem humilde, exerceu vários ofícios tendo inclusive ajudado a construir a Igreja de Lavras. De inteligencia privilegiada, seu sonho era ampliar os seus horizontes.
Convidado por um naturalista que fora conhecer a região de Lavras atraido pelas riqueza auríferas das quais muito se falava, e após ter o consentimento de seu avô que reconhecia sua inteligencia e sabia de seu sonho de buscar instrução em um centro maior, partiu,viajando dias e dias a cavalo rumo ao Rio de Janeiro.Lá chegando, foi abandonado pelo naturalista seu protetor, mas, graças às cartas que lhe dera o Barão do Cerro Formoso para pessoas influentes do Império, consegue a matricula almejada na Escola Militar. Sem vocação para a carreira das armas, sabia que encontraria no programa da Escola Militar o que exigiam seus pendores para as matemáticas.Em 1874, conclui o curso preparatório da Escola Militar; Em 1878, termina o curso do Estado Maior, promovido à segundo Tenente e classificado no primeiro batalhão de artilharia; Em 1879, conclui o curso de engenharia militar;Em fevereiro de 1885 foi promovido a Capitão e em 1886 nomeado para coordenar o ensino do curso preparatório.
Em 1876 criou-se a Sociedade Positivista do Brasil, sendo Benjamim Constant, um de seus sócios fundadores.
Na Escola Militar, encontrou Benjamin, o melhor de seus discipulos, em Licinio Cardoso.
Voltad
o inteiramente para as Ciencias positivas, Licinio Cardoso estudou, assimilou, meditou e reverenciou Augusto Comte. Em Ciencias matemáticas, aproximou-se Licinio Cardoso de Leibnitz, o descobridor do cálculo infinitesimal...Da obra de Augusto Comte, Licinio Cardoso aceitava”o que lhe parecia conforme com a doutrina que assimilara através do conjunto da obra do mestre...”Essa independencia de espirito em relação ao filósofo, manifestou-se em um de seus primeiros trabalhos “A Classificação de Ciencias”. Ocuparam-se em classificar as ciencias, Aristóteles, Bacon, Ampère, Descartes, Augusto Comte, Herbert Spencer e outros mais. Entre nós, apareceu a çlassificaçãode Licinio Cardoso, precedendo trabalhos no mesmo sentido, realizados sucessivamente por Nerval de Gouvea, Farias Brito, Liberato Bittencourt, Sylvio Romero Jonathas Serrano e Tristão de Athayde.

De Licinio Cardoso, a classificação data de 1879, publicada na revista da “ Sociedade Phenix Literária.”Fica assim constituida a escala hierárquica das ciencias fundamentais:
Matemática abstrata- Analise
Matemática concreta- Geometria
Mecanica
Fisica
Quimica
Biologia
Frenologia
Sociologia
Antroponomia ( conhecimento das leis particulares que presidem ao exercicio das funções do corpo humano)
Matemático, Licinio Cardoso considerou as dimensões do espaço : “ uma realização parcial de infinitas possibilidades”( Preito a Samuel Hahnemann p.35)
Trabalhos publicados como Matemático (Professor da Escola Militar e da Escola Politecnica)
“ Um caso da Igualdade dos Triangulos” revista da Academia da Escola Militar 1885
“Teoria Elementar do Máximo e do Mínimo”Revista Academica da Escola Militar 1885
“Teoria Elementar das Funções” 1885
“Teoria da rotação dos corpos” 1887
“A verdadeira estatica na mecanica”Revista da Escokla Politecnica do RJ 1897
“Equações diferenciais da mecanica” revista dos cursos da Escola Politecnica do RJ 1909
“Condição Geral da existencia da função de forças” revista da Sociedade Brasileira de Ciencias do RJ- 1920

( foto: Einstein na Escola Politécnica do RJ-1925)
“Relatividade Imaginária” – O Jornal – 16 maio 1925 (Artigo polêmico publicado após a visita que Einstein fez ao Brasil nesse ano de 1925. O artigo traz o seguinte comentário sobre o livro de Einstein “La théorie de la relativité restreinte et generalisée”. “A cada página, pode-se dizer,da obra, eu encontrava proposições análogas: umas confundindo o objetivo com o subjetivo, outras afirmando coisas de impossível realização, outras estabelecendo conceitos elementaríssimos e velhos como se fossem novos(...) Demonstrei que o professor Einstein,confundindo os pontos de vists abstrato e concreto, toma por objetivo o que é subjetivo e vice-versa e não distingue entre ciência abstrata e relações particulares das existencias concretas.”(in: Moreira e Videira,p.131)
O Médico Homeopata – Aos 43 anos de idade, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. “A concepção da Medicina” foi a sua tese de doutorado que foi aprovada com distinção. No dia 23 de janeiro de 1900, tornou-se doutor em medicina. O jornal Gazeta de Noticias publicou: “É o sexto matemático que se apresenta sustentando a medicina homeopata; o primeiro foi o Conselheiro Meirelles, o segundo o falecido Dr. Pedro Bandeira de Gouvea; o terceiro o Dr. Joaquim Murtinho; o quarto o Dr. Faria Junior; o quinto o Dr. Nerval de Gouvea e finalmente o sexto o Dr. Licinio Cardoso. Matemáticos que se fizeram médicos, atraídos pela ciencia das doses infinitesimais.” Pouco tempo depois, Saturnino Cardoso, oficial do exército, fazia-se também médico homeopata.” Com o espírito afeito aos métodos indutivo e dedutivo, tendem esses cientistas para a medicina que se baseia na observação, comparação e experimentação, para essa terapêutica que, em sua concepção unitária da moléstia, é complexa e abstrata.”
“Ninguém terá dúvidas-disse Licinio Cardoso num de seus trabalhos sobre a ciencia do filósofo de Meissen, em reconhecer as qualidades de permanencia que revestem os caracteres da medicina hahnemanianna, que é instituida sobre as leis naturais pertencentes a esse tipo no qual as fórmulas subjetivas traduzem a realidade absoluta. As leis de Kepler, de Galileu, de Huyghens, de Newton, que servem de base à mecanica e que são casos particulares das leis universais da persistencia, da coexistencia e da equivalência, sòmente por Augusto Comte formuladas, são as mesmas que edificam, no domínio biológico, os fundamentos da nossa terapêutica” (Jose Emidio Galhardo- Iniciação homeopática p.157)
Nestas citações, onde estão enunciadas as bases da terapeutica homeopata, é fácil reconhecer as razões da preferencia dos matemáticos pela medicina de Hahnemann, como prova irrefutável do rigor científico de suas leis.
Licinio Cardozo inicia sua clinica em 1900, período áureo da homeopatia, em uma farmácia no Largo do Machado antes de instalar-se no centro da cidade.Nessa época grassava a epidemia de febre amarela e muitos foram salvos pela homeopatia de Licinio Cardoso, fato que determinou a conversão de alguns clínicos à terapêutica de Hahnemann.
Ao ser inaugurada a Policlinica de Botafogo, foi convidado para chefe de uma clínica homeopatica. Mais tarde, foi nomeado chefe de clínica da Sexta enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, em substituição a Saturnino de Meirelles.Foi presidente do Instituto Hahnemanniano, fundando a escola de Medicina e Cirurgia e o Hospital Hahnemanniano.
Tendo conhecido o sistema de curar do Dr. Rogers, médico homeopata de Chicago, com o qual manteve uma longa correspondência, achou vantagens no seu método: o tratamento dos doentes pelo próprio sangue dinamizado.Em 1918, Licinio Cardoso depois de fazer experiencias muitas vezes sobre o seu próprio organismo,fez seu, e com êxito esse sistema de tratamento.
“Dyniotherapia autonosica”( dynio= força termo de origem grega) foi publicado em Genebra na tradução francesa de Antoine Nebel Fils. O livro que apareceu na Suiça depois de sua primeira edição esgotada no Brasil, vem precedido de um capítulo onde o notável cientista Ignácio Azevedo do Amaral, expõe a evolução do pensamento matemático de Licínio Cardoso. Comentando seus trabalhos em Ciencias abstratas desde a “Theoria elementar das funções, publicada em 1885 até a “Dyniotherapia autonósica ” em 1923, procurou mostrá-las como “elementos de uma mesma cadeia, testemunhando a unidade filosófica de Licinio Cardoso” Ninguém melhor do que Ignácio Azevedo do Amaral , poderia dizer de Licinio Cardoso:
“O matemático”.

CARDOSO, Leontina Licínio, Gráfica Editora Souza, RJ 1952 Licínio Cardoso-seu pensamento, sua obra, sua vida, Biblioteca do Estado do Rio G